Quando estreou na FOX em 2003, Arrested Development parecia apenas mais uma comédia familiar. Era, na verdade, uma revolução: um humor em camadas, veloz e autorreferente que mudaria para sempre o padrão das sitcoms — e que segue sendo estudado e reverenciado até hoje.
A trama acompanha os Bluth, família riquíssima de incorporadores imobiliários que perde tudo quando o patriarca é preso por fraude. Sobra para Michael (Jason Bateman), o único filho funcional, a missão de segurar os negócios e a família — uma coleção impagável de egos, incluindo a matriarca venenosa Lucille (Jessica Walter) e o irmão ilusionista Gob (Will Arnett).

Criada por Mitchell Hurwitz e narrada com ironia perfeita por Ron Howard, a série aposentou risadas de plateia e apostou em piadas em camadas: gags visuais escondidas, trocadilhos que só fazem sentido episódios depois e callbacks que premiam quem reassiste. Cada revisão revela algo novo.
Amada pela crítica — levou o Emmy de melhor comédia logo na primeira temporada — mas ignorada pela audiência, foi cancelada após três temporadas. O culto dos fãs era tanto que a Netflix a reviveu anos depois, somando ao todo 84 episódios em cinco temporadas.

Sem Arrested Development talvez não existissem 30 Rock, Community ou tantas outras. É simplesmente uma das comédias mais influentes e geniais da história da TV — e sim, há sempre dinheiro na banca de bananas.
Ficha técnica
Título original: Arrested Development
País: Estados Unidos
Emissora: FOX / Netflix
Estreia: 2003
Episódios: 84 (5 temporadas)
Elenco: Jason Bateman, Portia de Rossi, Will Arnett, Michael Cera, Jessica Walter
Gênero: comédia