De cartola, capa e bigode fino, Mandrake foi um dos primeiros super-heróis dos quadrinhos — surgido em 1934 nas tiras de Lee Falk, o mesmo criador do Fantasma. Cinco anos depois, o mágico que hipnotizava vilões com um gesto ganhou seu próprio seriado: Mandrake the Magician, lançado pela Columbia Pictures em 1939, ao longo de doze capítulos de pura aventura.
A trama coloca Mandrake e seu fiel companheiro Lothar contra um vilão mascarado que se autodenomina A Vespa. O criminoso está obcecado por uma poderosa máquina de energia por rádio, criada pelo professor Houston, capaz de destruir alvos a distância. Cabe ao mágico usar sua astúcia, seus truques e seus famosos poderes de hipnose para impedir que a arma caia nas mãos erradas.

No papel-título estava Warren Hull, um rosto conhecido dos seriados da época, que deu a Mandrake a elegância e a confiança do personagem original. Um detalhe interessante para os fãs: diferente dos quadrinhos, onde a mágica de Mandrake às vezes beirava o sobrenatural, o seriado apostava mais em ilusionismo e hipnose — o que dava um tom mais "realista" às suas façanhas e cabia melhor no orçamento modesto das produções.
Assistir a Mandrake the Magician hoje é reencontrar as origens de um personagem que atravessou gerações — inclusive no Brasil, onde Mandrake sempre teve legião de fãs nos gibis. É também um retrato daquele cinema de sábado à tarde, em que heróis de papel ganhavam carne e osso para viver perigos a cada semana. Uma pequena joia dos primórdios das adaptações de quadrinhos.
Ficha técnica
Título original: Mandrake the Magician
País: Estados Unidos
Estúdio: Columbia Pictures
Estreia: 1939
Formato: seriado (movie serial) em 12 capítulos
Duração total: cerca de 215 minutos
Elenco: Warren Hull, Doris Weston, Al Kikume, Rex Downing
Baseado em: as tiras de Lee Falk
Gênero: aventura / fantasia