Ambassador Magma (“Space Giants”, “Maguma Taishi”) é o título de um mangá e de seu protagonista, além de uma série de TV famosa criada por Osamu Tezuka (aqui no Brasil, nosso herói se chama Goldar e a série “Vingadores do Espaço”). Produzida pela P Productions, a série foi ao ar pela TV Fuji de Tóquio, Japão, de 4 de julho de 1966 a 25 de setembro de 1967, com um total de 52 episódios. Foi a primeira série televisiva colorida (Tokusatsu) a ir ao ar no Japão, batendo o clássico Ultraman por apenas 6 dias de sua estréia.
Enredo de Vingadores do Espaço - 1966: o invasor alienígena Rodak planeja conquistar a Terra. Ele primeiro adverte a família Mura (o pai Ito"Tom", a mãe Tomoko e filho Miko) de sua invasão, e demonstra seus poderes transportando-os para uma selva pré-histórica onde destrói, diante de seus olhos, um enorme dinossauro (na verdade, Agon, o título do monstro Godzilla).
Entretanto, a família não irá concordar facilmente com esta rendição para Rodak e vê suas esperanças crescerem na forma de Goldar, um gigante dourado com cabelos longos e antenas. Ele e sua esposa Silvar, de tamanho humano, foram criados pelo ancião Methusan (ele veio de outro planeta e vive nas profundezas da Terra) para defender nosso mundo de Rodak. A família Mura torna-se amiga de Silvar e Goldar e sensibiliza-se pelo fato deles desejarem um filho, desejo este materializado pelo ancião Methusan que cria um menino parecido com o do casal (ele tem um capacete com antenas e passa a se chamar Gam; esta cena está materializada ao final do vídeo).
O ancião ainda cria um apito que é entregue por Goldar a Miko, com as seguintes características: se Miko apitar uma vez, virá a seu encontro Gam; duas vezes, Silvar; e três vezes o Goldar em pessoa (bom, quem assistiu a esta série quando criança sabe que o sonho da maioria era ter um desses; no detalhe do vídeo, dá para se ver que ele tinha a forma de um pequeno foguete).
Goldar, apesar de sua aparência, não era um robô mas sim um gigante forjado de ouro. Na verdade, durante a gravação do piloto da série, ocorreram muitas dificuldades na maquiagem do ator Tetsuya Uozumi, que fazia o papel de Goldar, para deixar seu rosto com aparência dourada. A solução simples: Uozumi passou a usar uma máscara dourada com feições humanas.
Goldar consegue transformar-se em foguete, assim como sua esposa Silvar e seu filho Gam, e pode disparar mísseis a partir de um painel em seu peito, além do laser que sae de suas antenas (From Wikipedia, the free encyclopedia. Tradução e adaptação livre: Vitor Pinheiro).
Nota do autor: bom, após ler o texto acima vocês já estão em condições de mostrar “cultura” naquelas conversas de barzinho ao final da noite sobre séries e desenhos antigos. Mas não se esqueçam: "Se beber, não dirija". Leve seu apito, chame por Goldar e pegue uma carona de foguete!
Novas considreções sobre esta série:
Vingadores do Espaço - 1966: O Tokusatsu que Revolucionou a TV Japonesa e Brasileira
Vingadores do Espaço - 1966 é um marco na história da televisão, sendo reconhecido como o primeiro tokusatsu em cores exibido no Japão e uma das séries japonesas mais queridas pelo público brasileiro. Baseada no mangá de Osamu Tezuka, criador de Astroboy, a série foi produzida pela P-Productions e transmitida originalmente pela Fuji TV entre julho de 1966 e setembro de 1967, totalizando 52 episódios. No Brasil, conquistou gerações ao ser exibida pela TV Tupi nos anos 70, tornando-se referência entre as produções do gênero.
A origem de Vingadores do Espaço - 1966 remonta ao desejo do cartunista Tomio Sagisu de criar algo inovador para a televisão. Sagisu fundou a P-Productions e, em parceria com Osamu Tezuka, adaptou o mangá Ambassador Magma para o formato live-action, apostando em efeitos especiais e uma narrativa envolvente. O resultado foi uma produção que, mesmo com limitações técnicas e orçamentárias, surpreendeu pela criatividade e ousadia, superando até mesmo a estreia de Ultraman por poucos dias como a primeira série colorida do Japão.
A trama gira em torno da ameaça do vilão Rodak, um alienígena que deseja conquistar a Terra enviando monstros e demônios para atacar o planeta. Para proteger a humanidade, o sábio Matuzen, do planeta ZFS, envia seus robôs Goldar e Silvar, além do pequeno Gam, para combater o mal. Goldar, o robô dourado gigante, e Silvar, sua esposa prateada, formam o núcleo heroico da série, enquanto Gam, o filho-robô, aproxima-se do jovem Miko, filho do jornalista Tom Mura, criando uma ponte entre humanos e seres de outro mundo.
O elenco contou com nomes de destaque, como Masumi Okada, que interpretou Tom Mura, trazendo carisma e profundidade ao personagem. A produção enfrentou desafios técnicos, como a criação de fantasias e efeitos especiais inovadores para a época, mas compensou com roteiros criativos e uma atmosfera única, misturando aventura, ficção científica e drama familiar. O sucesso no Japão foi impulsionado por uma forte campanha de marketing e pelo prestígio de Osamu Tezuka, consolidando Vingadores do Espaço - 1966 como um fenômeno cultural.
No Brasil, a série rapidamente se tornou um clássico, sendo exibida em diferentes emissoras e marcando a infância de muitos telespectadores. A dublagem brasileira, infelizmente perdida em um incêndio na TV Record, contribuiu para o carisma dos personagens e para a popularização do gênero tokusatsu no país. Mesmo décadas após sua estreia, Vingadores do Espaço - 1966 mantém um legado importante, sendo lembrada por fãs e colecionadores, além de inspirar novas gerações a conhecerem as origens das séries japonesas de super-heróis.
Além do impacto cultural, a série também se destacou pela abordagem de temas como amizade, coragem e a luta pelo bem comum, valores que permanecem atuais. O visual marcante dos personagens, especialmente Goldar e Silvar, e a trilha sonora envolvente ajudaram a criar uma identidade própria, diferenciando Vingadores do Espaço - 1966 de outras produções da época. O sucesso gerou produtos licenciados, brinquedos e relançamentos em DVD, mantendo viva a memória da série.
Hoje, Vingadores do Espaço - 1966 pode ser redescoberta por meio de plataformas digitais, DVDs e comunidades de fãs, que continuam celebrando sua importância para a cultura pop japonesa e brasileira. A série é um exemplo de como a criatividade e a paixão por contar histórias podem superar limitações técnicas, deixando um legado duradouro na televisão mundial.